terça-feira, 1 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Luís Vaz de Camões
"Mudam-se os tempos,
Mudam-se as vontades
Muda-se o ser, muda-se a confiança
Todo o ser é feito de mudança
Assumindo sempre novas qualidades."
Mudam-se as vontades
Muda-se o ser, muda-se a confiança
Todo o ser é feito de mudança
Assumindo sempre novas qualidades."
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
09/07/2009
Sentiu um vazio. Um oco por todas as coisas que poderiam ter sido. Ficou triste. Foi dormir se sentindo só, pois como se fosse a única capaz de sentir saudades de tempos que nunca vieram. A única capaz de sentir saudades pelos tempos que jamais virão.
> Cléo Araújo <
> Cléo Araújo <
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Jogos & Sonhos
A minha maior vontade é ligar e pedir uma visita urgente. É uma vontade que só de me imaginar executando, borboletas coloridas e saltitantes dominam meu abdômen. Mas eu não faço. Não vou ligar. E mato todas elas com muito café e cigarro.
Eu jogo esse joguinho besta de sedução de plástico que sei lá quem inventou, mas eu sei que os dois estão nisso até o pescoço, ou um pouquinho a mais que isso. A insegurança domina e eu sei, ha, eu sei, que esses olhares controlados e esses papos murchos são a temida e velha insegurança juvenil. Estou aqui e não sei sair, não sou tão madura assim. Invento-me nos meus sonhos apenas, na prática é bem diferente. É quase como aqueles filmes em que o garoto é o “fodão” na escola, mas guarda um ursinho para abraçar e chorar com ele toda noite.
Eu sempre espero as coisas acontecerem. Todo mundo faz o mesmo. É a preguiça e o medo sempre falando mais alto nas nossas vidas. E uma sensação de que eu estou perdendo as coisas doidas e bonitas da vida me atropela e me deixa assim: mais insegura. Fugindo eu me encontro mais. Vai entender...
Quanto mais conversas, mais meias palavras, mais metades de amizades escancaradas, mais um pouco de tudo o que eu não quero, menos eu sei o que dizer ou como agir. E continuo sem saber onde por as mãos ou o que esperar da vida. E eu espero demais, eu gosto demais. Isso é fato. Eu sou assim, eu vivo da antecipação e morro na véspera. E eu sei que meus ideais não serão exatamente como eu imagino, e seria bizarro e chato se fossem. Mas essa nossa mania de nos deixar iludir acaba um pouco com a magia das realizações, e me vem aquela maldita frase “poderia ter sido melhor”. E assim chegam pensamentos de tédio e de fracasso. Chegam pensamentos de descrédito comigo e com o mundo. Chegam mil pensamentos inquietantes. Mas surge também um tímido e colorido, cheio de sentimentos. E só ele já basta. É como o sorriso de uma criança numa noite de domingo chuvosa. Ele ascende. Ele reanima as borboletas. Ele me faz sonhar mesmo com toda a merda que pode acontecer. Eu simplesmente esqueço todos os preconceitos e inseguranças, toda a cara fechada e corações vazios e sonho. Como há muito não me deixava sonhar.
Eu jogo esse joguinho besta de sedução de plástico que sei lá quem inventou, mas eu sei que os dois estão nisso até o pescoço, ou um pouquinho a mais que isso. A insegurança domina e eu sei, ha, eu sei, que esses olhares controlados e esses papos murchos são a temida e velha insegurança juvenil. Estou aqui e não sei sair, não sou tão madura assim. Invento-me nos meus sonhos apenas, na prática é bem diferente. É quase como aqueles filmes em que o garoto é o “fodão” na escola, mas guarda um ursinho para abraçar e chorar com ele toda noite.
Eu sempre espero as coisas acontecerem. Todo mundo faz o mesmo. É a preguiça e o medo sempre falando mais alto nas nossas vidas. E uma sensação de que eu estou perdendo as coisas doidas e bonitas da vida me atropela e me deixa assim: mais insegura. Fugindo eu me encontro mais. Vai entender...
Quanto mais conversas, mais meias palavras, mais metades de amizades escancaradas, mais um pouco de tudo o que eu não quero, menos eu sei o que dizer ou como agir. E continuo sem saber onde por as mãos ou o que esperar da vida. E eu espero demais, eu gosto demais. Isso é fato. Eu sou assim, eu vivo da antecipação e morro na véspera. E eu sei que meus ideais não serão exatamente como eu imagino, e seria bizarro e chato se fossem. Mas essa nossa mania de nos deixar iludir acaba um pouco com a magia das realizações, e me vem aquela maldita frase “poderia ter sido melhor”. E assim chegam pensamentos de tédio e de fracasso. Chegam pensamentos de descrédito comigo e com o mundo. Chegam mil pensamentos inquietantes. Mas surge também um tímido e colorido, cheio de sentimentos. E só ele já basta. É como o sorriso de uma criança numa noite de domingo chuvosa. Ele ascende. Ele reanima as borboletas. Ele me faz sonhar mesmo com toda a merda que pode acontecer. Eu simplesmente esqueço todos os preconceitos e inseguranças, toda a cara fechada e corações vazios e sonho. Como há muito não me deixava sonhar.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Clarice Lispector
"Além do mais, o que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão."
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Sonho lúcido
Acordo e tomo um café da manhã do jeito que eu gosto. Tenho amigas e amigos de verdade. Sabe aqueles que você liga pra beber, nem que seja um refrigerante, e conversar sobre nada? Então, alguns desses. Nada demasiado, apenas o suficiente para alegrar e povoar minha vida.
Sou uma pessoa tranquila, leve. Acredito em uma coisa muito boa e maior.
Acredito em mim. E vejo um futuro, que só de parar para pensar me dá um misto de ansiedade e euforia. Mas como sou muito paciente e dedicada, limpo os pensamentos, com muita facilidade, e volto à minha rotina. E essa rotina, por mais que seja cansativa, é gostosa! Gostosa, porque além de tudo, tenho um amor que me salva do tédio. Um amor que floresce todos os dias. E esse amor é lindo. É como um filme, eu sorrio só de lembrar... É algo que eu sempre achei que não existia. Sentimos uma paixão inesgotável, mas muito prudente e madura. Não precisamos de demonstrações loucas de sentimentalismo barato, somos mais que isso. Somos nós mesmos, e talvez, apenas por isso, vivemos essa história cheia de coisas doidas e bonitas. Cheia de verdades e completudes.
Minha profissão me realiza também. Tenho a oportunidade de ajudar muitas pessoas com ela. E só isso já bastaria, mas ainda tenho a liberdade de criar e aprender muito. Desenvolvendo em volta me desenvolvo... nada melhor!
Confesso que já tive muito medo das coisas, da vida, dos amores, das pessoas. Já chorei muito por medo de perder e ser perdida. Já me iludi com essa ilusão imensa que é a nossa existência. Já fui infeliz e pessimista. Fiz coisas desnecessárias tentando encontrar tudo isso que me encontrou hoje, de forma muito natural, eu diria, sem esforços múltiplos que desgastam e assombram o dia-dia.
Mas o ser humano é assim... não adianta querer aconselhar, dizer que tudo tem a hora certa para acontecer, e não porque é um plano do destino, mas simplesmente porque as coisas só acontecem quando permitimos que elas aconteçam. De nada adianta um milhão de coisas lindas bater à sua porta, se você não abir, não é mesmo? Vejo a vida mais ou menos assim, neste momento. Não muda nada ficar desejando com o pensamento preso em futilidades e mesquinharias, é preciso viajar além dos desejos e limites que nos imposemos. É preciso sonhar mesmo, e ter calma, pois quando tirarmos as amarras dos nossos sentidos, vamos perceber que já vivemos um momento único e sensível, que precisa ser apreciado e aproveitado. Por que ele passa, é claro, como tudo.
Sou uma pessoa tranquila, leve. Acredito em uma coisa muito boa e maior.
Acredito em mim. E vejo um futuro, que só de parar para pensar me dá um misto de ansiedade e euforia. Mas como sou muito paciente e dedicada, limpo os pensamentos, com muita facilidade, e volto à minha rotina. E essa rotina, por mais que seja cansativa, é gostosa! Gostosa, porque além de tudo, tenho um amor que me salva do tédio. Um amor que floresce todos os dias. E esse amor é lindo. É como um filme, eu sorrio só de lembrar... É algo que eu sempre achei que não existia. Sentimos uma paixão inesgotável, mas muito prudente e madura. Não precisamos de demonstrações loucas de sentimentalismo barato, somos mais que isso. Somos nós mesmos, e talvez, apenas por isso, vivemos essa história cheia de coisas doidas e bonitas. Cheia de verdades e completudes.
Minha profissão me realiza também. Tenho a oportunidade de ajudar muitas pessoas com ela. E só isso já bastaria, mas ainda tenho a liberdade de criar e aprender muito. Desenvolvendo em volta me desenvolvo... nada melhor!
Confesso que já tive muito medo das coisas, da vida, dos amores, das pessoas. Já chorei muito por medo de perder e ser perdida. Já me iludi com essa ilusão imensa que é a nossa existência. Já fui infeliz e pessimista. Fiz coisas desnecessárias tentando encontrar tudo isso que me encontrou hoje, de forma muito natural, eu diria, sem esforços múltiplos que desgastam e assombram o dia-dia.
Mas o ser humano é assim... não adianta querer aconselhar, dizer que tudo tem a hora certa para acontecer, e não porque é um plano do destino, mas simplesmente porque as coisas só acontecem quando permitimos que elas aconteçam. De nada adianta um milhão de coisas lindas bater à sua porta, se você não abir, não é mesmo? Vejo a vida mais ou menos assim, neste momento. Não muda nada ficar desejando com o pensamento preso em futilidades e mesquinharias, é preciso viajar além dos desejos e limites que nos imposemos. É preciso sonhar mesmo, e ter calma, pois quando tirarmos as amarras dos nossos sentidos, vamos perceber que já vivemos um momento único e sensível, que precisa ser apreciado e aproveitado. Por que ele passa, é claro, como tudo.
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